A Cesgranrio foi contratada para o concurso da Seduc-AM, com 7.862 vagas. Mas a lei eleitoral pode travar a nomeação dos aprovados até a posse do novo governador, em janeiro de 2027.
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A Fundação Cesgranrio foi contratada para organizar o concurso da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc-AM), que vai oferecer 7.862 vagas. Mas quem passar não deve ser chamado neste ano: pela lei eleitoral, a nomeação dos aprovados só pode sair depois da posse do novo governador, em janeiro de 2027.
O ato que autorizou a contratação da banca foi assinado em 26 de agosto de 2026 pelo secretário de Educação e Desporto Escolar, Jander de Lima, e divulgado no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) dois dias depois. Até a publicação desta reportagem, o contrato entre a Seduc-AM e a Cesgranrio ainda não tinha sido formalizado, e o edital não foi divulgado.
O governo autorizou 7.862 vagas efetivas, divididas entre a capital e o interior:
No total, 2.622 vagas são para a capital e 5.240 para os municípios do interior do Amazonas. Boa parte das vagas de professor e de apoio no interior tem perfil indígena, voltado a comunidades que hoje dependem de contratos temporários.
Um levantamento da própria Seduc, citado pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, apontou uso recorrente de contratos temporários para cobrir cargos que deveriam ser ocupados por servidor efetivo. O concurso é a forma de regularizar essa situação.
Ainda não há data oficial de inscrição nem de prova. Em declaração à imprensa em 3 de agosto de 2026, o governador Roberto Cidade disse esperar que o concurso avance entre novembro e dezembro deste ano.
Esse prazo depende da assinatura do contrato entre a Seduc-AM e a Cesgranrio, etapa que precisa ser concluída antes de o edital ser publicado.
A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) proíbe o poder público de nomear, contratar ou admitir servidor na circunscrição do pleito nos três meses que antecedem a eleição e até a posse de quem for eleito. Para o Amazonas, esse prazo começou em 4 de julho de 2026, três meses antes do primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
A própria lei abre uma exceção: pode nomear quem passou em concurso homologado antes do início desse prazo. Homologação é o ato final que torna o resultado do concurso oficial e definitivo, depois de julgados os recursos dos candidatos.
Como o edital da Seduc-AM ainda não saiu em outubro, a homologação só deve acontecer bem depois de julho de 2026. Na prática, mesmo que a prova ocorra em novembro ou dezembro, como prevê o governo, a nomeação dos aprovados só pode ocorrer depois da posse do novo governador do Amazonas, prevista para 1º de janeiro de 2027.
Para quem já ocupa cargo efetivo na rede estadual, nada muda na folha agora. O novo quadro de professores, pedagogos e técnicos só deve começar a ser nomeado depois de 2027.
Enquanto isso, quem já é servidor efetivo do Governo do Amazonas e sente a margem apertada no fim do mês pode organizar as contas com o consignado para servidores do Amazonas, que tem desconto direto na folha de pagamento e costuma ter juros menores que cartão de crédito ou cheque especial.
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