O prazo máximo do consignado do INSS subiu de 96 para 108 parcelas, mas a parcela mais baixa pode significar um total pago mais alto. Veja a simulação e o que mudou na margem e na autorização do empréstimo.
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O prazo máximo do empréstimo consignado do INSS subiu de 96 para 108 parcelas — nove anos de desconto direto no benefício. A regra está em vigor desde maio de 2026, mas antes de esticar o prazo vale fazer uma conta simples: parcela menor nem sempre quer dizer dívida mais barata.
A Instrução Normativa PRES/INSS nº 204/2026, publicada no Diário Oficial da União, alterou a norma geral do consignado (Instrução Normativa PRES/INSS nº 138/2022) e elevou o limite de parcelas. O teto já tinha subido de 84 para 96 meses em 2025 e agora chega a 108:
O novo limite vale tanto para contrato novo quanto para portabilidade de consignado já existente.
Esticar o prazo reduz o valor da prestação mensal, porque a dívida é dividida em mais vezes. O problema é que os juros incidem sobre o saldo devedor em cada mês que passa — e mais meses significam mais meses pagando juros.
Em uma simulação de mercado para um empréstimo de R$ 10 mil, com taxa de 1,7% ao mês, a diferença aparece assim:
A parcela cai menos de R$ 10, mas o total pago sobe R$ 1.552,38 — um acréscimo de 7,6%. A taxa varia de banco para banco, então o valor exato só aparece numa simulação real, feita no Meu INSS ou direto com a instituição.
Antes de decidir o prazo, é preciso saber quanto resta de margem consignável — o percentual da renda do benefício que pode ser comprometido com descontos de empréstimo, fora os descontos obrigatórios, como contribuições e pensão alimentícia. Pela norma em vigor, o limite total é de 45% do benefício, dividido assim:
Quem já tem descontos ativos só consegue contratar um novo empréstimo dentro do que ainda sobra desses 45%.
Sim, mas não é automático nem gratuito. A norma do INSS permite adiar o início do desconto em até três meses, desde que o beneficiário autorize expressamente, por escrito, depois de ser informado dos acréscimos que incidem sobre esse período de espera. Ou seja: a carência também entra na conta final da dívida.
A autorização da consignação só é aceita com reconhecimento biométrico — facial, feito pelo aplicativo ou site Meu INSS. A própria norma do INSS é explícita: autorização dada por ligação telefônica, ou gravação de voz, não vale como prova da contratação. É uma camada de proteção contra golpes em nome de bancos e do próprio INSS.
Prazo mais longo pode ajudar quem precisa de uma parcela que caiba no orçamento do mês, mas a decisão fica mais segura na calculadora: o que pesa não é só o valor que sai do contracheque, é quanto a dívida custa no total e quanto ainda sobra de margem consignável para qualquer imprevisto depois. Quem é aposentado ou pensionista do INSS e quer comparar as opções de consignado para aposentados e pensionistas do INSS antes de fechar um contrato de 96, 108 ou outro prazo, pode simular sem compromisso.
Se a parcela atual está pesando, ou se ainda não está claro quanto de margem sobrou para simular um prazo diferente, fale com a Alpha Consig antes de assinar qualquer proposta — a orientação e a simulação não têm custo nem compromisso.
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