O CNPS decidiu que só volta a discutir reduzir o teto de juros do consignado do INSS quando a Selic chegar a 10,5% ao ano. Ela está em 14% hoje. Entenda o que isso muda na sua margem e se vale esperar para contratar ou portar.
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Não, pelo menos não nos próximos meses. O teto de juros do consignado do INSS continua em 1,85% ao mês, e o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) só volta a discutir uma redução quando a Selic cair para 10,5% ao ano. Hoje ela está em 14%.
Em reunião no dia 4 de agosto, em Brasília, o CNPS definiu o critério que vai destravar o debate sobre baixar o teto. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, foi direto: não há necessidade de apresentar uma redução agora, com a taxa em 1,85%. A discussão só volta à mesa quando a Selic atingir 10,5%.
A Selic é a taxa básica de juros da economia. Ela define quanto custa, para bancos e financeiras, emprestar dinheiro. Quando a Selic está alta, esse custo sobe, e o teto do consignado tende a acompanhar. É por isso que o governo amarrou a próxima discussão sobre baixar a taxa a um novo patamar da Selic, e não a uma data fixa.
O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic para 14% ao ano no dia 5 de agosto, o quarto corte seguido de 0,25 ponto percentual em 2026. É uma queda real, mas o caminho até os 10,5% que o CNPS estabeleceu como gatilho ainda é longo, e não há data prevista para chegar lá.
Margem consignável é o pedaço do seu benefício que pode ser comprometido com desconto de empréstimo. Ela não muda com a discussão da taxa, mas também está em transição neste ano.
Ou seja: a taxa máxima que pode ser cobrada está travada, mas o quanto você pode comprometer do benefício está diminuindo aos poucos. São duas coisas diferentes, e é comum o aposentado confundir uma com a outra na hora de decidir se contrata agora ou espera.
Para quem está pensando em esperar a Selic cair para conseguir um consignado mais barato, o ponto de atenção é o tempo. O Copom se reúne a cada cerca de 45 dias, e os cortes têm sido de 0,25 ponto percentual por vez. Do patamar atual até os 10,5% que destravariam a nova discussão, a distância ainda é grande, sem prazo definido para o CNPS decidir alguma coisa.
Enquanto isso, quem já tem contrato com um banco cobrando perto do teto, ou juntou mais de um empréstimo e sente a parcela pesada no contracheque, continua pagando o mesmo valor todo mês, esperando uma mudança que ainda não tem data. Nesses casos, entender como funciona o consignado para aposentados e pensionistas do INSS e comparar as condições disponíveis hoje costuma valer mais do que apostar em uma queda de taxa que pode demorar.
Se a sua dúvida agora é se dá para reduzir a parcela, juntar contratos ou entender se compensa portar seu consignado para outra taxa, vale conversar com a Alpha Consig para uma orientação e simulação sem compromisso.
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