A Aleam aprovou reajuste de 4,39% para o servidor da Saúde do Amazonas, com efeito a partir de novembro. Veja quem tem direito, os novos valores e o que muda na margem consignável.
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A Assembleia Legislativa do Amazonas aprovou, em 22 de setembro, um reajuste de 4,39% para os servidores do Sistema Estadual de Saúde. O novo percentual passa a valer no contracheque a partir de 1º de novembro de 2026, com uma segunda atualização das tabelas em dezembro. O texto ainda depende de sanção do governador para virar lei, mas já foi votado e aprovado em regime de urgência.
O reajuste vale para os servidores do quadro permanente e suplementar da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), o que inclui médicos, técnicos e pessoal de nível auxiliar. Ao todo, mais de 16,5 mil profissionais são atingidos pela medida, que representa a recomposição da data-base de 2026 e deve ter impacto mensal superior a R$ 5 milhões na folha de pagamento do Estado.
Os valores variam por cargo e faixa de progressão. Alguns exemplos, já com o reajuste aplicado a partir de dezembro:
Na prática, o aumento em reais varia de R$ 101,75 (nas faixas mais baixas) a R$ 636,31 (no topo da carreira médica), de acordo com o cargo e o tempo de progressão de cada servidor.
Sim. O projeto prevê o pagamento retroativo referente aos meses de maio a outubro de 2026, período em que o reajuste já deveria valer pela data-base, mas ainda não havia sido aprovado. Esse valor, que soma R$ 30,15 milhões, será pago em duas parcelas, em novembro e dezembro, junto com o salário normal.
Não. São duas coisas diferentes. O reajuste de 12,13% concedido à Saúde tem outra origem: ele recompõe a data-base de 2022 e vem sendo pago em etapas desde outubro de 2025, com acréscimos mensais de 0,5% ao longo de 2026. Já o reajuste de 4,39% é referente à data-base de 2026, aprovado agora em setembro. Ou seja, quem está na Saúde estadual pode ter os dois reajustes somados no contracheque, cada um com sua própria regra de calendário.
A margem consignável é o limite que a lei permite descontar do salário para pagar empréstimo consignado, cartão consignado ou outras parcelas descontadas em folha. Como ela é calculada como percentual da remuneração bruta, um salário maior tende a abrir um espaço maior nessa margem — mas esse espaço só aparece de fato depois que o novo valor entra na folha, ou seja, a partir de novembro para quem recebe o SES-AM.
Para quem já tem consignado em andamento ou pretende contratar um novo depois do reajuste, vale entender como funciona o consignado para servidor do Amazonas antes de comprometer esse espaço extra no contracheque — margem maior não significa que toda ela deva virar parcela.
Servidor que já usa boa parte da margem com um ou mais contratos, mesmo com o reajuste, pode continuar sem espaço sobrando, ou perceber que uma parcela antiga ficou cara em relação ao salário novo. Nesses casos, faz diferença revisar as condições do contrato atual antes de assumir qualquer coisa nova. A Alpha Consig, correspondente bancário em Manaus, atende servidor público e aposentado do Amazonas e pode fazer uma simulação sem compromisso para mostrar como fica a margem depois do reajuste e se há espaço para organizar o que já está descontado no contracheque.
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